Mercado Porto Belo

Junho 17, 2009 by Lídia Aparício

 

O mercado de rua à moda de londres tem a sua estreia já neste sábado, na praça de Carlos Alberto. Livros antigos, roupas,artigos de design, produtos biológicos, etcs, e um sortido de colecções pela mão da Collectus. Mais uma mola para pulsar o coração da cidade.

Viagens

Junho 17, 2009 by Lídia Aparício

Ando muito interessada no escritos de Michel Onfray. Comecei há pouco a ler a Teoria da Viagem- Uma poética da geografia, editada pela quetzal. O livro começa com uma Intrada, na pág  7. O que se podia esperar de um livro sobre viagens? Uma intrada a rimar com estrada.

Viajar pressupõe não tanto um espírito missionário, nacionalista, eurocentrado e limitado, mas uma vontade etnológica, cosmopolita,descentrada e aberta. O turista compara, o viajante separa. O primeiro fica à porta da civilização,aflora uma cultura e contenta-se em vislumbrar a sua espuma,em apreender os epifenómenos,à distância, qual espectador empenhado, militante do seu próprio enraizamento; o segundo esforça-se por entrar num mundo desconhecido, descautelado, qual espectador liberto, preocupado não em rir ou chorar, julgar ou condenar,absolver ou resolver anátemas,mas sim desejoso de apreender esse mundo do interior, compreender-segundo a etimologia da palavra. O comparador designa sempre um turista, o anatomista indica um viajante.

Franz Ferdinand

Junho 17, 2009 by Lídia Aparício

Tonight de Franz Ferdinand tem sido o melhor ingrediente, uma especiaria excelente para os meus cozinhados,grelhados,fritos,gratinados,assados, nestes últimos tempos.É o prato giratório de serviço, um batido supimpa. Resumindo : estou viciada neste álbum.

Feira do livro do porto

Junho 17, 2009 by Lídia Aparício

Foi bom voltar a feira do livro para fora de portas. No entanto, o sol e a chuva não foram boas aliadas. Ainda acho que o rosto da feira precisa de ter uma nova lavagem. Não vi novidades, na verdade. Apesar do alarido à volta da praça Leya, com o lapso de não ter fontes de água, sim,que tem antenas, balcões à continente, e murais à farta, podia ter o luso-fastio à mercê do cliente. Não houve uma boa percentagem de sombra de árvore, mas esteve lá a árvore de natal do senhor ministro. Esteve lá o x e o y, mas não vi a confiança de Emerson. Não esteve lá a planeta tangerina, mas a kalandraka esteve lá bem representada. As compras resumiram-se nos livros de jean vigo (por luís filipe rocha), 0,60€ e a terra onde o tempo parou, bohumil hrabal por 5€ e tal, no stand da afrontamento.

O ponto e a onda

Junho 17, 2009 by Lídia Aparício

A verdade é que há cada vez mais livros infantis lindíssimos. O incrível rapaz que comia livros, de Oliver Jeffers (pelo orfeu negro) é um dos exemplos mais espantosos, com uma dentada à sério.

Agora chegou o Ponto, de Peter Reynolds. É uma das histórias mais inspiradoras que tenho lido. Provocador, simples, fora de série. Centra-se na ideia que cada um pode deixar a sua marca pessoal e que o encorajamento pode despoletar a criatividade. No ano da criatividade,esta história, a meu ver,não pode passar despercebida. Uma óptima sugestão de livro de férias para a ministra de educação. Deixe o seu magalhães e leve somente o ponto.

A GATAfunho já trouxe para o mercado a Onda, de Suzy Lee, que já passou para o meu top five de eleição de livros infantis. muito bom!

Senso

Junho 17, 2009 by Lídia Aparício

Muito obrigada, Bénard da Costa, por me teres dado a conhecer Senso, entre outros tantos.

sinapses

Maio 7, 2009 by Lídia Aparício

Copyright : Raymond Depardon/Magnum Photos.

abandonei um pouco os romances (aguardo os meus prémios de thomas bernhard), desalinhei-me um pouco dos poemas. ando a tentar entender os mistérios do cérebro, com a viagem feita por alexandre castro caldas e com o proust de jonah lehrer. talvez no final chegue a nenhuma conclusão.

O cérebro é o maior nó do universo. Cada um dos neurónios do cérebro está ligado a milhares de outros neurónios. A consciência deduz o seu poder desta conectividade recursiva. Ao fim e ao cabo, o Eu não emerge de uma fase cartesiana discreta, mas das interacções do cérebro como um todo. Como escreveu [Virginia]Woolf, “a vida não é uma série de lanternas de um coche dispostas simetricamente; a vida é uma auréola luminosa”. Qualquer redução da consciência a um correlativo neural singular-”uma lanterna de um coche”- é por definição uma abstracção.

Jonah Lehrer, Proust era um neurocientista, pág 217, lua de papel.

o que resta do dia

Maio 7, 2009 by Lídia Aparício

há dias em que era óptimo que o mar estivesse mesmo do outro lado da janela.mas resta-me a imagem que tenho.

Rock my religion

Maio 5, 2009 by Lídia Aparício

Hanami

Maio 5, 2009 by Lídia Aparício

© Vincent Mounier.

Adoro cerejeiras, por isso iria adorar percorrer todo este trajecto.

Imagino se o metro do Porto fosse ladeado por cerejeiras, como acontece em algumas estações do Japão.

rising

Abril 29, 2009 by Lídia Aparício

viciante.

segundos

Abril 29, 2009 by Lídia Aparício

vou pensando numa espécie de espaços, de mudanças que estão prestes a acontecer,de pontos em fuga, de rectas em desequilíbrio, de cores que vejo de passagem.

ontem aconteceu-me três acasos e hoje alguém falou-me do sincronicidade de jung. e eu não sei o que pensar.

a faca não corta o fogo

Abril 17, 2009 by Lídia Aparício

sou eu que te abro pela boca,
boca com boca,
metido em ti o sôpro até raiar-te a cara,
até que o meu soluço obscuro te cruze toda,
amo-te como se aprendesse desde não sei que morte,
ainda que doa o mundo,
a alegria

herberto helder,a faca não corta o fogo, assírio & alvim, 2008.

Ventos

Abril 17, 2009 by Lídia Aparício

Bill Callahan começa o seu recente álbum -Sometimes I Wish We Were An Eagle – cantando : I started out in search of ordinary things: how much of a tree bends in the wind.
E quase a seguir : I used to be darker, then I got lighter, then I got dark again.

Para ser ouvido quando se procura uma paisagem na cabeça.

I am goodbye

Abril 2, 2009 by Lídia Aparício

if

Atalanta Filmes

Março 6, 2009 by Lídia Aparício

 

Fotograma de Fronteira de Amanhecer.

Os filmes da Atalanta Filmes acabaram por ser a minha sala de cinema. Perdi Do outro Lado, de Fatih Akin na tela, mas graças a prontidão da Atalanta filmes, já tive a possibilidade de vê-lo. E ainda bem que não o deixaram para trás, no escuro, sem volta a dar. O mesmo vai acontecer em breve com Quatro Noites com Anna , de Jerzy Fedorowicz que também perdi na sala de cinema) e Febre Tropical de Apichatpong Weerasethakul. E já está em dvd Fronteira do Amanhecer, de Philippe Garrel. Bem Haja! para a Atalanta Filmes!

Black Hearted Love

Março 6, 2009 by Lídia Aparício

Já bate forte “Black Hearted Love”, pela internet. Ouve-se aqui no lugar do costume. When you call out my name in rapture / You call out my soul for murder / And you are my black hearted love. E já estou viciada. Polly começa o álbum com um “I” prolongado, seguido de vírgula, ou não, segundo as interpretações de quem ouve.

Dentro de pouco tempo as entrevistas estarão aí, as perguntas de sempre. Polly Jean falará da sua inspiração  “bebida” dos romances de Iris Murdoch, dos filmes noir, dos homens que passam de gabardine em londres, do som das gaivotas, do mar de Irlanda, das fotografias que tirou em Moscovo. Algo  me diz que o próximo álbum chegará aos fãs de Stephenie Meyer.

A Tabacaria da Casa da Música

Março 6, 2009 by Lídia Aparício

© Sara Huete, “Frutos del bosque”.

O Metro do Porto lembrou-se de colar cartazes pelas estações (não tenho a certeza se serão em todas) sugestivos, muito figurativos, ou seja, dentro do âmbito das “viagens literárias” , uma campanha com o objectivo de incentivar a leitura junto dos utentes da rede. Ainda pensei que algum pensamento de Oscar Wilde surgisse afixado em alguma carruagem do metro, mas não. Temos imagens da parte de fora, animais de quinta, etcs.

Hoje e amanhã decorrerá um “porto de poesia”, ou seja, sessões de leitura de poesia . Eugénio de Andrade , Florbela Espanca, e.

Amanhã quando estiver no cais da casa da música à espera do metro, no seu minuto 1 e a espreitar para o ecrã das partidas e fecho dos aviões, espero ouvir :

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Update com imagem

Fevereiro 21, 2009 by Lídia Aparício

Já está a amanhecer, mas em La Notte a última imagem de Monica Vitti é de completa noite.

Todos los caminos están abiertos

Fevereiro 21, 2009 by Lídia Aparício

 

Segundo o suplemento Babelia está previsto para Março a saída de Todos los caminos están abiertos, de Annemarie Schwarzenbach, pela Minúscula. Seria óptimo se a Leya lembrasse de apostar em livros de bolso de viagem.