uma viagem

para uma viagem levei uma viagem. e que viagem!!! a do Bloom, o anti-herói, que parte de lisboa numa viagem à índia, em que procura a sabedoria e esquecimento. muita ironia. os deuses não são aqui assunto. muita reflexão.pessimista.melancolia contemporânea que segue um itinerário : razão, sabedoria, esquecimento, felicidade, tédio, dias, os outros, alma, tédio surpreendente, progresso, maldade, erotismo, desejo, espaço, medo, recuar, amor, alegria, futuro, paris, londres, praga, índia, ………tédio.

Não é por acaso que não consegues, por mais que tentes,
atingir em cheio o dia – qualquer que ele seja –
como se faz às baleias com um arpão.
Os dias têm um invólucro espesso,
uma armadura do material mais resistente que existe:
tudo aquilo de que não se sabe onde está o centro
está seguro.
Assim são os nossos dias que bem queríamos aniquilar
com um arpão. Baleia absurda, sem corpo,
o tempo.

Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem à Índia, página 46.

Virado para a lua

Lídia Aparício, concerto de Leonard Cohen, Julho 2008.

A única fotografia que tirei durante duas horas e meia de Leonard Cohen é a melhor imagem que levo comigo, a sua força, quando vejo um punho fechado e os seus olhos fechados. Foi mesmo uma emoção ouvir Anthem e a interpretação de So Long, Marianne foi estupenda.Fui uma felizarda.