Viagens

Ando muito interessada no escritos de Michel Onfray. Comecei há pouco a ler a Teoria da Viagem- Uma poética da geografia, editada pela quetzal. O livro começa com uma Intrada, na pág  7. O que se podia esperar de um livro sobre viagens? Uma intrada a rimar com estrada.

Viajar pressupõe não tanto um espírito missionário, nacionalista, eurocentrado e limitado, mas uma vontade etnológica, cosmopolita,descentrada e aberta. O turista compara, o viajante separa. O primeiro fica à porta da civilização,aflora uma cultura e contenta-se em vislumbrar a sua espuma,em apreender os epifenómenos,à distância, qual espectador empenhado, militante do seu próprio enraizamento; o segundo esforça-se por entrar num mundo desconhecido, descautelado, qual espectador liberto, preocupado não em rir ou chorar, julgar ou condenar,absolver ou resolver anátemas,mas sim desejoso de apreender esse mundo do interior, compreender-segundo a etimologia da palavra. O comparador designa sempre um turista, o anatomista indica um viajante.

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