Homem na escuridão

Estou a ler Homem na Escuridão, de Paul Auster. Apesar de achar sempre que Auster volta as suas matrioskas, mas com panos de fundo diferentes, gosto de saber por caminhos anda. O cinema aparece sempre nos seus romances. No Homem na Escuridão, aparece na página 19, deste modo :
Precisamente esta noite, porém, depois de termos visto de seguida três filmes estrangeiros – A grande ilusão, Ladrão de Bicicletas e o Mundo de Apu- Katya desbobinou uma série de comentários particularmente incisivos e inteligentes, acabando por esboçar uma teoria de criação cinematográfica que me impressionou pela sua originalidade e acuidade.
Objectos inanimados, disse ela.
O que é que têm de especial?, perguntei.
Objectos inanimados como um meio de exprimir emoções humanas. Essa é a linguagem do cinema. Só os bons realizadores sabem fazer isso, mas Renoir, de Sica e Ray são três dos melhores, não são ?

Sem sombra de dúvida.
Depois de cinco páginas e meia de descrições “dos objectos inanimados”, de três cenas específicas. A do Sica é uma das cenas que mais gosto do filme.

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