Ikiru

Para mim, o melhor filme do ano também é um filme de 1952. Ikiru, de Kurosawa é o filme que perdi nos últimos anos. Há uma tónica muito triste, apesar de Kurosawa não carregar a tristeza que tem Mizoguchi ou Naruse, que se foca na história de um burocrata que vive anos enterrado ao fundo de uma mesa com um muro de papéis. Um quotidiano de “nãos” passa para um “sim”  na sua vida, quando descobre que tem cancro. Nos últimos dias haverá uma luta por um sentido.No final, ele vai descobrir e a sua felicidade será uma toada muito triste cantada num parque. Não há explicações, não há moralismos, não há ensinamentos,somente uma canção.Compaixão, graça e generosidade. No ano passado descobri um dos meus filmes.

3 thoughts on “Ikiru

  1. Eizo Sugawa, meu cineasta japonês favorito foi assistente de Naruse.
    Querida não suma, minha irmã de alma no bosque ecuro da vida.
    De quem eu podia ler um artigo tão belo e humano sobre cinema japonês, um cinema de sutilezas senão de ti?
    Não te ausentes.

    abração
    Mauro

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