Paris

Paris, Outubro, 2008.

Em Paris, há uma errância que é traduzida mais em silêncio do que em palavras. Vive-se uma cidade, olha-se para uma cidade, de luzes e de espelhos. Viva, inspiradora, misteriosa, romântica. Atravessada pelo Sena, o outono brilha, pelas margens, pela folhagem nas escadas do cais, pelas castanhas no chão de Tuileries. Calhou-nos numa semana em que Picasso et et les Maîtres estava espalhado pelos museus; em que Le Mystère et L’Éclat, no Orsay, deslumbrava em pastel; em que Clézio ia para a linha da frente em La Hune; em que os cartazes de The Blindness, de Fernando Meireles eram muitos; em que a melhor selecção dos filmes de Carlotta estava no Le Champo; em que se ouvia Jacques Brel nos cafés; em que Herbie Hancock cantava numa das salas; em que La Frontière de L’Aube, de Philippe Garrel estreava; em que se continuava a falar de Ennemis Publics; em que os carros da polícia eram muitos em atenção desdobrada, discutia-se a crise nos Campos Elíseos.

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