A sala Eduardo Prado Coelho.

Ontem estive na biblioteca de Camilo Castelo Branco, em Famalicão. Queria conhecer a sala Eduardo Prado Coelho. Ainda não entendi muito bem o porquê do espólio do escritor ter ido para a cidade de Famalicão, apesar da justificação estar ligada  a um prémio. A sua biblioteca pessoal é impressionante, embora ainda esteja somente uma pequena fatia do total. Predomina o francês, predomina a filosofia. Abri muitos livros. Muitas são as dedicatórias, muitos são os sublinhados e também muito é o silêncio em muitos dos livros, nem uma única marca. Não vi o seu nome, nem data, em qualquer um. Agora um carimbo. Espantou-me um arvoredo de sublinhados pela segunda edição de Húmus, com um grande destaque para “atrás do muro”, no seu índice. Gostei de ver um anagrama, na última folha branca, num canto, com nomes de amigos e não só, em Do Mundo, de Herberto Helder. Às tantos leio, pela voz  de Ana Teresa Pereira : O que acontece às personagens quando o escritor vai embora? E a outra pergunta terrível, muito mais terrível: o que acontece ao escritor? . Quando atravessares o rio, página cinquenta. Em A imperfeição da Filosofia, no canto superior de uma das páginas pergunta : há um antídoto para a dor, para a morte? Ou Afinal o futuro era isto, este verso de Rui Pires Cabral é retirado do corpo de um poema para ficar no rosto do livro.

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