Da verdade

Na cidade não nevava, nem vim de comboio, nem havia pôr-de-sol. Há sempre uma fuga, o mar mais à frente. Nadar dá força, o mar tem essa força maior. É  tão bom pensar que houve alguém que passou o rio, saltou a margem, não fugiu, procurou a sua própria essência, não se escondeu,  quis a sua liberdade autêntica, a verdade, para além de tudo. Agarrar assim a vida dentro do coração da natureza e assim morrer é muito para a simplicidade bela de um filme, como Into the Wild, de Sean Penn. Mas também é o que chega, porque o resto é feito por quem viu. Vim caminhando, a pensar. Há muito que tenho o Walden ao pé de mim. Guaranteed.

2 thoughts on “Da verdade

  1. existe uma razão para deambular por aqui eu não sei qual e acho que porventura nunca virei a descobrir mas se esta fosse uma primeira ocasião ficaria “conquistado” mas não é …este foi um dos mais belos e singulares instantes que me foi dado a ver /ler na www ,mas já aconteceu anteriormente ,mas o que interessa isso ? por momentos fiquei com vontade de ler livros que já li e ouvir uma melodia que já ouvi e se não fosse isto suficiente [ é sempre altura para ouvir falar de homens que não são comuns porque negam a sua condição uma e outra vez / todos eles / também já me aconteceu ] dos outros homens e mulheres espero que façam tantos comentários como se a derradeira oportunidade fosse esta /assim em tom confessional /tanto ou mais do que este ! que aqui te deixo ( fica marcado a canivete )

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