Dez minutos de vida

Na frase : “Penso, logo existo”. O “eu” do “existo”  não é o mesmo do “eu” do “penso”. Porquê? A sensação que tenho da existência ainda não tem um “eu”. É uma sensação irreflectida que nasceu em mim, mas sem mim.

Não podemos dizer nada sobre nada. É por isso que o número de livros não pode ser limitado. Todos os corpos juntos, todas as mentes juntas…e tudo o que elas produzem não merecem a mínima expressão de caridade. Pertencem ao infinito.

em Dans le noir du temps, de Godard, incluído em Dez minutos de Vida – O Violoncelo.

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