Louise Brooks nua

Como pode passar? E isso que fica
O que é, que nos adentra e cerra os dentes?
Mar branco e rijo de auras lactescentes,
Poço de tudo que nos nulifica.

Mão fulminada a que ousa, a que suplica
À mais real das formas existentes.
Tu, lago de repouso, alvo dos entes,
Claro e negro lençol que não se explica.

Tu, pétrea maciez de únicas linhas,
O que não pode ser mais, que é uma onda
Interna de absoluto, entre as mesquinhas

Horas de um fim, murmúrio de saliva
Na alma, nuvem que em carne se arredonda
Além, onde?, e que vive,e que está viva.

30/09/2004.

Alexei Bueno, A Árvore Seca.

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