Da beleza do Douro

 

Régua, Godim, Caldas de Moledo,Rede (na estação inscrito rêde),Barqueiros, Porto de Rei, Ermida,Mirão,Aregos e Mosteirô são as linhas que desenham o poema geológico, como dizia o poeta telúrico Miguel Torga. Ontem tentei captar um pouco da essência do Douro, ao filmar todo esse percurso, de comboio. A viagem é estupenda. É das mais bonitas que se podem fazer de comboio. Ao filmar, segurando a câmara pela mão, dentro de um quarto de janela, com um vento a romper forte pela paisagem, deixei que fosse a realidade do Douro a entrar e não eu a entrar na paisagem. Embora, houvesse uma ocasião, em que apanhei a curva do comboio e um pescador distraído, num pé de margem. Como se filma o Douro? Com que luz? Em que margem fico?Deixo-me ir pela corrente? O Douro é de uma beleza aterradora, nem sei se é possível filmar tanta beleza assim.É mesmo com um poema que nos deixa , no final,  em silêncio.

No cais, com os pés no rio a roer maças. Um comprimido de oásis, com o químico da paz. Melhor não vai ser inventado.

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