E

Entra-se devagar na noite de S.João. Espreita-se os fragmentos – canções, cheiros, esperas em cada porta.Parece que a matéria da cidade tornou-se líquida. O céu está calmo, só as gaivotas,uma aqui, outra acolá, assustadas, e os barcos que passam.

Há outros parados, em que as suas popas são verdadeiras mesas para as sardinhadas.

As pessoas esperam à porta dos restaurantes, das tascas, e outras perdem-se. Entre tanta martelinho- algumas marteladas de foro psicanalítico libertadas-e tanta canção sebastiana, o caudal vai descendo para o rio. As portas e a janelas estão abertas.

Entre tanta confusão, espera-se pelas explosões de luzes. Por bolas de fogo :

por cascatas de luz :

por astros de luz :

por alucinações de luz :

ou simplesmente por :

Depois do eco apagar-se lá adiante, a noite há-de tomar algum caminho.

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