paisagens e passagens

urbanas.

Novamente, Walter Benjamin, agora com a modernidade. É de sublinhar o que diz Maria Filomena Molder, aquando de “A cidade – o olhar – a memória.

“Não caluniar o dia de hoje” poderia ser uma máxima de Benjamin, no sentido em que o gesto crítico nunca se torna lamento sobre a decadência. Nele seguimos os vestígios da convicção baudelairiana de que “a ruína universal não advirá especialmente através das instituições políticas, mas pelo aviltamento dos corações”.

Para Benjamin, o poeta tomou para si a missão de “dar forma à modernidade” e é ela que o converte no herói moderno, aquele que pergunta: “De que serve falar do progresso a um mundo que se afunda numa rigidez de morte?” Mas esta não pode ser a última palavra. Se o conceito de progresso assenta na ideia de catástrofe, é preciso procurar nesta a pequena abertura onde a salvação se poderá agarrar. É aqui que se inscreve a concepção benjaminiana de História. Ler este pensador é um desafio urgente.

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