A fotografia

 

Quando entrei no escuro da sala de cinema para ver Flags Of Our Fathers, de Clint Eastwood, saltou me logo à vista a cor da imagem. Não podia ser diferente, a  cor a puxar para o mais real. Depois dei conta do som, entre a música  melancolicamente blue, que passava na rádio, dos navios de guerra e o estrondo de bala, de fogo cruzado, dos aviões a rasgar os céus, em campo. Só me lembro de silêncio quando se acende um fósforo para uma imagem que não se vê, fica do nosso lado. O estudo de cada pormenor é de mais evidente, do gelado ou os despojos de guerra. Nunca vi num filme onde a terra fosse tão negra e o céu tão longe. Na verdade, o céu repleto cheio de nuvens é a última fotografia, entre um oásis e uma armada. Faltam agora as cartas.

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