A foz do mar

(c) eu mesma. a foz do mar. agosto 2006.

[…]Pensava que amar-te (querer-te livre)
Começava na ponta dos dedos e ia até às ideias mais abstractas,
Que o teu corpo era a melhor expressão possível de ti, e ainda
Muda, como um hieróglifo enterrado

Na areia do teu deserto favorito (algures na anatólia),

Pensava que serias um dia aquela singular memória

Que nos separa, um breve instante, de tudo quanto vemos,

E muitas outras noites, acordado junto ao teu corpo ausente,

Seriam como esta: vidros abertos sobre um ror de estrelas,

Nuvens ligeiras navegando em direcção ao mar,

O jovem coração, liso detrás das grades, dos ossos.
[…]

António Franco Alexandre, Uma fábula, ” 3.Eco”, Assírio & Alvim.

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