Passagem

A morte de uma língua, mesmo que esta seja apenas sussurrada por um punhado de desgraçados numa parcela de solo devastado, é a morte de um mundo. A cada dia que passa diminui o número de maneiras diferentes para dizer a palavra “esperança”. Na sua escala diminuta, a minha condição poliglota foi a minha maior sorte. Graças a Babel.

George Steiner, Errata : Revisões de uma vida, Relógio d’ Água, pág 125.

2 thoughts on “Passagem

  1. Em “A Ideia de Europa”, Steiner realça novamente esta questão da morte de uma língua, e do infindável número de coisas valiosas que morre com ela. Compartilho essa visão trágica.
    Penso é que, em nenhum dos seus ensaios, ele se liberta da sua origem judaica, o que torna o discurso muitas vezes tendencioso… apesar disso, a objectividade e a noção de “urgência” que bem descreveu no post anterior, são razões que me levam a ler a sua obra com prazer.

    até breve

  2. Pingback: russian woman dating

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