O olhar de Steiner

Não quero fazer um post interminável sobre George Steiner, apesar da vontade ser essa mesma. Continuo sempre a colocar a tónica no olhar de urgência de Steiner. É sempre bom revisitar os seus livros e reler questões inquietantes assim como estas : “Como podemos nós abarcar psicológica e socialmente a capacidade dos seres humanos de interagirem, de reagirem por exemplo a Bach ou Schubert à noite, e de torturarem outros seres humanos na manhã seguinte? Será que existem íntimas congruências entre as humanidades e o desumano?” e ” A que se deverá a prodigalidade dos contributos homo-eróticos para as artes, a literatura e a filosofia, sendo estes praticamente ausentes das ciências?”.

3 thoughts on “O olhar de Steiner

  1. Talvez porque se deguste a arte hoje sobretudo como gourmets, ou como a pipoca no cinema. Entertain us, please. Sem angústia se faz favor.
    O contrário do que entendia o professor de literatura de Lugares comuns (filme espanhol): “Despertar a a dor da lucidez sem limites. Sem piedade.”
    Ou ainda como ele disse:
    O despertar da lucidez pode custar, mas quando ocorre não há como voltar atrás.
    O tal ponto em que não se é mais capaz de voltar uma vez ultrapassado das Meditações sobre o sofrimento e a esperança de Kafka.
    Talvez de genuíno só tenha restado a Dor, maiúscula como no “Receituário da dor para uso pós moderno” de João Barrento.

    Ladeira abaixo em tua errância (agora peguei fôlego e vou seguir o fio da meada, tateando tua errância…)

    um grande abraço e beijinhos amiga querida,
    Mauro

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