Passagem

Van Gogh,Pessegueiro em flor ( Recordação de Mauve).

“[…]sou capaz de te dizer qual o tom róseo de certos dias, quando o pessegueiro bravo encostado ao muro floresce.”

Raul Brandão, Se tivesse de recomeçar a vida, brevíssima portuguesa.

Acontece-me de ter alguns livros por ler, ao pé, e voltar aos que já estão mais que relidos e sublinhados. Mais do que eu ir ao encontro dos livros, eles vão ao meu. É sempre bom reler um escritor, um poeta, que gostamos tanto, e que voltamos a redescobrir que continua a ser o nosso escritor, o nosso poeta. E, com a passagem do tempo, ainda continua a ter importância e valor, a mesma inicial, para nós. Noutras palavras, os bilhetes de transportes, que continuam abandonados no meio dos livros são, neles mesmos, os bilhetes do “transporte do tempo”.

4 thoughts on “Passagem

  1. Ontem fiquei mesmo com vontade reler o Raul Brandão. E ainda estive com os pescadores da Cantadeira, passei pelo lume acesso, e voltei ao palhaço.É tão bonito, tão triste, tão pó-sonho, tão árvore, tão mistério, ..tanto espanto. enfim, já chega de tão. :-))

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