Interior
Abril 17, 2008
Vilhelm Hammershøi,
Interior, Strandgade 30, 1903.

Um pormenor da Visitação, de Graça Morais. Patente na Galeria do Palácio/Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Graça Morais - Na Colecção da Fundação Paço d’Arcos.
Cézanne,Les Grandes Baigneuses.
Cézanne, for interesting reasons, is probably the most “literary” of the great modern painters; some of the painter’s earliest admirers and collectors were writers. Zola was a childhood friend; the two boys were devoted to the countryside around Aix. Rilke wrote a series of famous letters about the experience of viewing Cézanne’s work, day after day, and these fragments of lyrical criticism, torn off the poet’s larger work, still have eloquent things to say about his overwhelming visual presence. Gertrude Stein and her brother Leo were very early collectors; it was in Gertrude’s apartment that Picasso was so taken by the Portrait of Madame Cézanne. Woolf was fascinated by Cézanne’s radical approach to form and representation. Cézanne reverberates in Wallace Stevens’s poetry. And so on.
Guardian, dia 30 Setembro de 2006.
Neste mês assinala-se os 100 anos da morte do pintor Paul Cézanne, daí a National Gallery realizar uma exposição que já está a decorrer desde o dia 4 de Outubro e que se prolonga até o dia 7 de Janeiro. Cris, para quando uma ida até Londres?
Vemos uma paisagem de uma seara com pássaros que levantam voo. Observe-a por um momento. Depois, vire a página.
(c) Van Gogh, Seara com Corvos.

(Este é o último quadro que Van Gogh pintou antes de se suicidar.)
É difícil definir exactamente como as palavras modificaram a imagem, mas é certo que o fizeram. Agora, a imagem ilustra a frase.
John Berger, Modos de Ver, Edições 70,pág 31 e 32.

(c)Mark Rothko, Untitled,1968.
O cansaço vence-se com insónia. Faz-se da insónia uma errância pelos museus.Fico-me com Rothko. (Pensamento:afinal, nanimo).

Van Gogh,Pessegueiro em flor ( Recordação de Mauve).
“[...]sou capaz de te dizer qual o tom róseo de certos dias, quando o pessegueiro bravo encostado ao muro floresce.”
Raul Brandão, Se tivesse de recomeçar a vida, brevíssima portuguesa.
Acontece-me de ter alguns livros por ler, ao pé, e voltar aos que já estão mais que relidos e sublinhados. Mais do que eu ir ao encontro dos livros, eles vão ao meu. É sempre bom reler um escritor, um poeta, que gostamos tanto, e que voltamos a redescobrir que continua a ser o nosso escritor, o nosso poeta. E, com a passagem do tempo, ainda continua a ter importância e valor, a mesma inicial, para nós. Noutras palavras, os bilhetes de transportes, que continuam abandonados no meio dos livros são, neles mesmos, os bilhetes do “transporte do tempo”.
Rembrandt,”Negress” Lying Down, 1658.
As datas redondas festejam-se. No primeiro “Babelia”, do ano, o destaque vai para os 400 anos do mestre das sombras, como também é assinalado, com ironia, no site do museu Rijksmuseum.