Post-it
Fevereiro 13, 2006(colado ao ecrã do computador)
Não me esquecer de respirar.

Hoje sabe me bem ouvir o Tom Waits, e imaginar que estou num café nova-iorquino, com tantos espelhos que um certo quadro de Hopper, e neva. Ainda estou lá, não sinto a minha ausência aqui. Hoje não há margem bruta, nem depreciação, que me tire de casa. Filmes, em cartaz, à minha espera. Livros que não leio. Faltar ao trabalho com a justificação que é doente por cinema é mais que justificativo, não é? Como gostaria de ter estado nesta quinta-feira, salvo erro, na Cinemateca de Lisboa para ter visto Senso.
já não há modo de me perder pelas ruas do Porto. rondar é o verbo. sobe rua, desce rua, olha-se para tudo.ninguém lê Camus, entre os homens da bola. é bom saber que há Agnès Varda, pela mão dos 555. há b.d, com preço mínimo de chuva, na assírio.”sideways” e “naked lunch”, com preços bons na fnac. “matchpoint” e “orgulho e preconceito” estreiam no mesmo dia, 19 de janeiro.o mais importante ainda não foi dito.nos domingos de manhã não há Bach na rua,só lhe apetecia ir nadar. salva-se a sexta com Bresson. imagina-se que já chegou o tempo dos morangos. o ar está gelado, o céu está gelado,o chão está gelado, as mão estão geladas.eis banalidades.