Luzes no Crepúsculo




Na altura que passou na tela, não tive a possibilidade de ver Luzes no Crepúsculo, de Aki Kaurismäki. Agora vejo-o, graças ao lançamento da Atalanta Filmes. Interessa-me e muito o trabalho de Kaurismäki. Digo que Fassbinder filmou tão bem o desespero humano, no entanto, este realizador finlandês também sabe fazê-lo muito bem, apesar da forma ser bem diferente. Kaurismäki não coloca nada a mais, como Bresson. Luzes no Crepúsculo podia ser um filme mudo, podia ser uma tela de Edward Hopper, mas é muito mais que isso. Centra-se na história de um homem que é vigilante de lojas, uma delas, uma relojoaria. Um homem com esperanças e sonhos, sem nenhum sorriso, à espera do amor, um homem que cai numa armadilha. Curiosamente na primeira cena, aparecem três personagens a falar de escritores russos. Sim, a história que começa também podia ser um conto russo.Vejo a sombra de Robert Bresson em alguns planos, principalmente no último. A primeira luz, a derradeira, no meio de tanto crepúsculo.
Maio 13, 2008 às 1:22 pm
« Seus filmes tem um lado humorístico subestimado que também pode ser visto em filmes de Jim Jarmusch que tem um camafeu no filme Leningrad Cowboys Go America.»
Isto é transcrito da Wiki note-se camafeu = cameo
http://en.wikipedia.org/wiki/Aki_Kaurism%C3%A4ki
// agora se colocar o artigo na nossa língua ;irá suceder isto :de “cameo ” passa a camafeu … tentei três vezes espero que suceda consigo também.
Nem o cinema pode ser levado a sério !
Maio 14, 2008 às 7:12 pm
se tivesse lido essa entrada no wikipedia, já não faria este post,
aconteceu me isso tb eheh com o wikipedia,
como é que o cinema pode ser levado a sério, quando a vida não é levada a sério?
mais do que tudo, as influências do kaurismaki e bláblá , é a simplicidade do realizador em pegar numa câmara e filmar as suas personagens , …parece ser tão simples, na verdade,
Maio 15, 2008 às 8:25 am
um bom dia !
não é de todo ( nem foi ) minha intenção condicionar ou “observar ” fosse o que fosse ao referido ( post ) eu lembro-me agora que procurava escandinávia e não são raras as pessoas que não concordam com a definição geográfica de tal coisa …e como as pesquisas são como as cerejas fui parar ao AKI.
É um cineasta muito interessante … com remotas ligações ao nosso país !
mas o Jim J. mesmo nos seus piores dias constitui um apelo muito maior para um comum mortal como eu [ que à falta de melhor definição « distrai-me viver» ]
gosto dos fotogramas que escolhes e gosto da escolha das palavras //e gosto de gostar de tal coisa //
maldição ! já me estou a esticar novamente …
Maio 16, 2008 às 5:57 pm
olá Ventura, essa definição “distrai-me viver” é interessante …