Segunda-feira
Abril 21, 2008
Comecei a semana ouvindo esta estupenda canção, interpretada de uma forma extraordinária por Charles Aznavour e Liza Minnelli, graças à antena 1.
Comecei a semana ouvindo esta estupenda canção, interpretada de uma forma extraordinária por Charles Aznavour e Liza Minnelli, graças à antena 1.

Cristina, depois de ter visto o filme, fiquei a pensar : como é que a Ana vê o filme agora? Com que olhos ? E também não tem importância nenhuma perguntar isto. A Ana que foi os olhos de todo o filme. Para além dessas descobertas de que falas, também vejo o poço e a casa, como dois elementos importantes. Duas casas, uma quase sempre com portas abertas no seu interior, e outra casa, fora da aldeia, vazia, sem portas, escuras na sua distância, dois olhos escuros. Tudo nela pode habitar, da morte aos espíritos. Ana ronda sempre um poço, quando volta a essa casa, joga com a morte como fosse um pião. É impressionante a cena, em que o primeiro plano se foca a tela do cinema, no local onde foi projectado o filme de Frankstein, e depois esse plano vai descendo ao cadáver. Da ficção ao real, em pouco segundos, imagem dentro de imagem. Às tantas, o filme, as crianças fizeram-me lembrar The Night of The Hunter.

Lídia Aparício, Abril 2008, Porto.
Um barço do estaleiro do Ouro, na Cantareira, há pouco tempo renovado. Aqui o carrinho é outro.