Dez minutos de vida





Na frase : “Penso, logo existo”. O “eu” do “existo” não é o mesmo do “eu” do “penso”. Porquê? A sensação que tenho da existência ainda não tem um “eu”. É uma sensação irreflectida que nasceu em mim, mas sem mim.
Não podemos dizer nada sobre nada. É por isso que o número de livros não pode ser limitado. Todos os corpos juntos, todas as mentes juntas…e tudo o que elas produzem não merecem a mínima expressão de caridade. Pertencem ao infinito.
em Dans le noir du temps, de Godard, incluído em Dez minutos de Vida - O Violoncelo.
Março 17, 2008 às 10:33 pm
Heidegger, cara Lídia.