Domingo

By Lídia Aparício


Hoje sabe me bem ouvir o Tom Waits, e imaginar que estou num café nova-iorquino, com tantos espelhos que um certo quadro de Hopper, e neva. Ainda estou lá, não sinto a minha ausência aqui. Hoje não há margem bruta, nem depreciação, que me tire de casa. Filmes, em cartaz, à minha espera. Livros que não leio. Faltar ao trabalho com a justificação que é doente por cinema é mais que justificativo, não é? Como gostaria de ter estado nesta quinta-feira, salvo erro, na Cinemateca de Lisboa para ter visto Senso.

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